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O QUE FAZER EM CASO DE INFARTO QUANDO VOCÊ ESTÁ SOZINHO(A)

Um papo sério e necessário, que pode literalmente salvar uma vida

Você provavelmente já se deparou com aquele post nas redes sociais dizendo que, se estiver sozinho e sentir um ataque cardíaco, basta “tossir forte e respirar fundo a cada segundo até o coração voltar ao normal”.
Pois é. Essa informação parece útil, e é compartilhada como se fosse uma “dica salvadora”.
Mas a verdade é que essa técnica é um mito perigoso.

Hoje, o papo é sério, mas sem pânico: vamos entender o que realmente acontece durante um infarto e o que você pode fazer, de verdade, para aumentar suas chances de sobreviver caso isso ocorra longe de qualquer ajuda imediata.


Antes de tudo: O que é um infarto?

O infarto, ou infarto agudo do miocárdio (IAM), acontece quando há uma obstrução nas artérias coronárias, que são as responsáveis por levar sangue e oxigênio ao coração.
Quando o fluxo é interrompido, mesmo que por alguns minutos, o músculo cardíaco começa a morrer.

Essa obstrução normalmente é causada pelo acúmulo de placas de gordura (aterosclerose), que se rompem e formam um coágulo, bloqueando a passagem de sangue.

Em termos simples: o coração fica “sufocado”.


Sinais de alerta que não devem ser ignorados

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:

  • Dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula, costas ou estômago;

  • Falta de ar, sensação de aperto ou sufocamento;

  • Suor frio e tontura;

  • Náusea, vômito e sensação de desmaio iminente;

  • Em mulheres, idosos e diabéticos, o sintoma pode ser apenas uma fadiga anormal ou dor leve, mas persistente.

Esses sinais podem aparecer minutos antes do evento mais grave, e é nesse momento que agir rápido faz toda a diferença.


Sobre o mito da “Tosse Salvadora”

A tal “técnica da tosse”, que circula há anos na internet, não é reconhecida por nenhuma sociedade médica.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e a American Heart Association (AHA), tossir repetidamente não ajuda em nada durante um infarto e, em alguns casos, pode até agravar a situação.

Esse método só tem alguma aplicação em procedimentos hospitalares monitorados, quando o paciente está sendo acompanhado e conectado a aparelhos.
Sozinho, ele não tem o mesmo efeito.

Fontes:


O que fazer de verdade

Se você suspeitar que está tendo um infarto e estiver sozinho, o passo mais importante é manter a calma e agir rápido:

  1. Ligue imediatamente para o SAMU (192) ou peça ajuda a qualquer pessoa próxima.

    O tempo é o fator mais decisivo. Cada minuto sem atendimento reduz as chances de sobrevivência.

  2. Sente-se ou deite-se com o tronco levemente elevado. Isso ajuda o coração a trabalhar com menos esforço.

  3. Afrouxe roupas apertadas, especialmente ao redor do pescoço e peito, para facilitar a respiração.

  4. Se estiver consciente e tiver acesso, mastigue uma aspirina (ácido acetilsalicílico, 300 mg).

    Ela ajuda a reduzir a formação de coágulos e pode salvar tempo até a chegada do socorro.
    Apenas se você não for alérgico e não tiver contraindicação médica.

  5. Evite dirigir ou se movimentar demais.

    O esforço físico pode agravar a falta de oxigênio no músculo cardíaco.

  6. Não tente “esperar passar”.

    A maioria dos óbitos por infarto acontece nas duas primeiras horas após o início dos sintomas, o socorro precoce é crucial.


Por que o atendimento rápido é tudo

O coração é um órgão extremamente sensível à falta de oxigênio.
Em apenas 5 minutos de obstrução, as células começam a morrer.
Quanto mais tempo passa, maior o dano ao músculo cardíaco, e menores as chances de recuperação.

Por isso, os primeiros 60 minutos são chamados de “hora de ouro” na cardiologia.
É quando o tratamento com medicamentos ou angioplastia (desobstrução das artérias) pode evitar sequelas graves ou até a morte.


E depois do infarto?

Se o socorro foi rápido e você sobreviveu, parabéns, mas o cuidado não acaba aí.
O acompanhamento médico é essencial para evitar novos episódios.
Normalmente, o tratamento inclui:

  • Uso de medicações anticoagulantes e controladoras de pressão arterial;

  • Reeducação alimentar, com redução de gorduras saturadas e aumento de fibras;

  • Prática regular de exercícios físicos (sempre com orientação médica);

  • Controle de estresse e cessação do tabagismo.


Um papo Sincero para fechar

A gente vive correndo, sempre achando que “não vai acontecer comigo”.
Mas o coração não espera, e ele costuma dar sinais.
Saber identificá-los, agir com calma e buscar ajuda é um ato de amor por você e por quem te ama.

Então, da próxima vez que vir algum post duvidoso sobre “como salvar-se sozinho tossindo”, respire fundo e vá atrás de informação confiável.
Internet ajuda, mas informação sem fonte pode custar uma vida.

Se esse texto fizer você lembrar de alguém que vive estressado, fuma, ou ignora os sintomas, envie. Pode ser o empurrão que salva.